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História da Educação
Aulas 9 à 12
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Memórias de professores
RECOMENDAÇÕES GERAIS SOBRE PORTFÓLIO
Entrevistar um(a) professor(a) mais velho(a), já aposentado(a) ou que está próximo de se aposentar. Preparar um registro das suas constatações, transcrevendo-se as falas mais marcantes da entrevista.
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Memórias de professores
Elizabete Figueiredo
Entrevista concedida por email em 18/11/2014
Elizabete Figueiredo, a minha entrevista formou-se em Magistério em 1985 e em seguida fez Licenciatura em Estudos Sociais e logo após em Geografia. Lecionou por vários anos, voltou a estudar e formou-se em Pedagogia e atualmente é Diretora do EMEI Olga Calil Menah, no bairro de Pirituba, São Paulo - Capital.
Elizabete ou Bete, como normalmente é chamada descreveu como foram seu anos de estudo e detalhes marcantes sobre as escolas onde passou. Bete formou-se professora em 1985 ao concluir o curso técnico de Magistério. Estudou em escola pública e emendou com sua primeira licenciatura em Estudos Sociais, concluída em 1987 e lembra e compara como eram as bibliotecas: "fiz o Segundo Grau em escola estadual com cursos técnicos. Poucos recurso, faltava por exemplo, uma boa biblioteca... já a universidade (Centro Universitário Assunção) possuía uma boa biblioteca, que era nossa única fonte de pesquisa (estamos falando de uma Universidade em 1987!)". Nota: Não havia internet na época, as principais e praticamente, únicas fontes de pesquisa eram as bibliotecas das próprias escolas ou públicas.
Começou a lecionar em 1986 e enquanto trabalhava, fez sua segunda licenciatura também no Centro Universitário Assunção, estudando no período noturno e lembra: "Em 1989 concluí o curso com a Complementação de Licenciatura em Geografia após 8 semestres de curso presencial, noturno, diário, estudando na Vila Mariana e morando em Pirituba."
Bete declarou que o curso de magistério formou a base de sua carreira e foi neste curso que aprendeu Didática, Psicologia da Educação, Filosofia Educacional e História da Educação. Já nos cursos superiores, o foco principal eram as disciplinas especificas da ligadas à geografia.
Em seus primeiros anos lecionando dava aulas nas primeiras séries do Primeiro Grau (atual Ensino Fundamental) e sobre o método didático, disse: "Como alfabetizadora usava a teoria de Emília Ferrero sobre as fases do domínio da base alfabética...".
Elizabete ou Bete, como normalmente é chamada descreveu como foram seu anos de estudo e detalhes marcantes sobre as escolas onde passou. Bete formou-se professora em 1985 ao concluir o curso técnico de Magistério. Estudou em escola pública e emendou com sua primeira licenciatura em Estudos Sociais, concluída em 1987 e lembra e compara como eram as bibliotecas: "fiz o Segundo Grau em escola estadual com cursos técnicos. Poucos recurso, faltava por exemplo, uma boa biblioteca... já a universidade (Centro Universitário Assunção) possuía uma boa biblioteca, que era nossa única fonte de pesquisa (estamos falando de uma Universidade em 1987!)". Nota: Não havia internet na época, as principais e praticamente, únicas fontes de pesquisa eram as bibliotecas das próprias escolas ou públicas.
Começou a lecionar em 1986 e enquanto trabalhava, fez sua segunda licenciatura também no Centro Universitário Assunção, estudando no período noturno e lembra: "Em 1989 concluí o curso com a Complementação de Licenciatura em Geografia após 8 semestres de curso presencial, noturno, diário, estudando na Vila Mariana e morando em Pirituba."
Bete declarou que o curso de magistério formou a base de sua carreira e foi neste curso que aprendeu Didática, Psicologia da Educação, Filosofia Educacional e História da Educação. Já nos cursos superiores, o foco principal eram as disciplinas especificas da ligadas à geografia.
Em seus primeiros anos lecionando dava aulas nas primeiras séries do Primeiro Grau (atual Ensino Fundamental) e sobre o método didático, disse: "Como alfabetizadora usava a teoria de Emília Ferrero sobre as fases do domínio da base alfabética...".
Entre 1988 e 2003 lecionava Geografia para turmas entre a 5ª e 8ª série do Primeiro Grau, e como material de trabalho além dos livros didáticos, também gostava de usar jornais e revistas com temas da atualidade e que tivessem relevância para os alunos.
Em 2000 completou mais um curso universitário, formando-se em pedagogia. Sempre trabalhou como professora da rede de ensino do município de São Paulo e sobre a sua metodologia de trabalho afirmou: "Todo método deve ter uma fundamentação teoria. A partir de estudos teóricos em grupos de professores e trocas de experiências formava uma metodologia de trabalho a partir de concepções construtivistas."
Cita como momento marcante da sua carreira, a sua participação no Projeto de Interdisciplinaridade em Escolas Piloto realizado em 1990 na Rede Municipal. "Tive a oportunidade de trabalhar em uma delas e aprendi muito ensinando. A proposta de interdisciplinaridade considera como o sujeito como protagonista da própria aprendizagem. O conhecimento não é transmitido, mas construído pelo aluno através da mediação do professor."
Em 2004 deixou de lecionar e assumiu responsabilidades na administração em unidades escolares da rede municipal; mas durante todo o período que lecionou e depois como diretora, passou por vários momentos da escola publica e muitas variações principalmente durante os últimos anos.
Foram mudanças no processo de avaliação condicionadas à normatização de políticas de educação com objetivos específicos, como por exemplo, implantação ou extinção da progressão continuada, avaliação semestral ou bimestral, avaliações externas como Prova São Paulo e Prova Brasil, etc.
Afirma que em suas avaliações procurava focar no progresso do aluno - "...independente de normatizações institucionais, sempre procurei reconhecer e valorizar o caminho percorrido pelo aluno (processos)."

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