quarta-feira, 22 de outubro de 2014

História da Educação - Semana 1

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Aula 4
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Aula 3
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Aula 2
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Aula 1

História da Educação

Aulas 1 à 4


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Entrevista com pessoas de diferentes gerações

RECOMENDAÇÕES GERAIS SOBRE PORTFÓLIO

Nesta semana você deve realizar de entrevistas com pessoas de diferentes gerações. Escolha pelo menos três pessoas de diferentes gerações (75 anos ou mais, mais de 55 anos, faixa dos 40 anos e alguém mais novo) de modo a conversar com elas acerca dos seus tempos de escola.
Procure registrar as respostas e depois escrever um pequeno texto no qual trate de cada um dos entrevistados e faça um parágrafo no qual expresse as principais constatações da pesquisa.
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A Educação em diferentes gerações


Para as entrevistas com pessoas de diferentes gerações, estive conversando com pessoas de minha própria família. São registros sobre meu sobrinho: Vitor Teixeira dos Reis, minha esposa: Sirlei Teixeira da Cunha, minha mãe: Ana do Carmo Agudo da Cunha. São depoimentos importantes que demonstram claramente as diferenças entre a educação em diferentes períodos.

Vitor Teixeira dos Reis, 10 anos, meu sobrinho. Vitor foi pra escola logo cedo com 2 anos. Sua mãe precisava trabalhar e após passar um tempo sob o cuidados dos avós, seus pais decidiram que era melhor ele passar o dia na escolinha para que seus pais pudessem trabalhar e seu avós não precisassem continuar com a responsabilidade de cuidar dele. Sempre estudou em escolas particulares, pois as escolas públicas não ofereciam o período integral. Passou pelas fases da pré-escola onde, de forma lúdica, conheceu as primeiras letras e números. Já mudou duas vezes de escola, mas continua estudando em escola particular, atualmente está no quinto ano do ensino fundamental e passou a ficar meio período na escola. Suas salas de aula não tem muito muitos alunos, são cerca de 25; e o ambiente é bem cuidado e possui uma boa infraestrutura com biblioteca e laboratório de ciências e aulas de informática; além de ter a disposição atividades extracurriculares que pode fazer fora do período de aula, pagando um valor adicional.

Sirlei Teixeira da Cunha, 39 anos, minha esposa. Sirlei foi pra escola com 6 anos para fazer o pré, como era chamado na época a pré-escola que durava apenas 1 ano. Depois disso, Sirlei fez em escola pública da rede municipal em São Paulo, os 8 anos do Primeiro Grau (equivalente ao Ensino Fundamental) e na sequencia, fez mais 3 anos do 2º Grau (equivalente ao Ensino Médio), também em escola pública da rede estadual. Lembra que passou por este período nos anos 80 e começo dos 90; e foi uma época turbulenta, pós ditadura, em que houveram muitas greves nas escolas públicas, principalmente as municipais e com isso, deixou de receber muita matéria, o que causaram prejuízos na sequencia de seu estudos e ainda hoje, sente falta de ser instruída em alguns assuntos. Lembra também, que as escolas por onde passou não tinham recursos adicionais, como uma boa biblioteca e todo o conteúdo era ministrado tomando como base, os livros didáticos adotados pela escola. Após uma pequena pausa, retomou os estudos, cursando o ensino superior em universidade particular. Formou-se em Processamento de Dados em 2000 e diferentemente das escolas públicas, possuía uma ambiente bem cuidado.

Ana do Carmo Agudo da Cunha, 74 anos, minha mãe. Ana foi pra escola já com 8 anos e estudou por quatro anos, no que era denominado na época de ginásio. Estudou em escola pública em Tanabi, cidade do interior do Estado de São Paulo e lembra que na época não haviam escolas particulares. Neste período (anos 50), também não havia pré-escola e o que era considerado o estudo padrão/fundamental era fazer os quatro anos de ginásio, portanto a maioria das escolas tinha classes apenas para estes quatro anos. Quem quisesse continuar os estudos precisa ir pra outras escolas. Laboratórios e bibliotecas não existiam, as escolas tinham um estrutura muito simples, eram salas com quadros negros e carteiras de madeira rústicas. Não havia livros didáticos para os alunos e os professores passavam o conteúdo escrevendo no quadro negro ou ditando as informações; e os alunos registravam a matéria em seus cadernos. Um fato que marcou sua vida e que de certa forma, causa-lhe frustração, é que após concluir os quatro anos do ginásio, não pode continuar seus estudos. Lembra que na época não havia incentivo para que as mulheres estudassem, pois a sociedade pregava que as mulheres deveriam ser preparadas para apenas para trabalhar em serviços domésticos e ou então, para casar e tornarem-se donas de casa.

Pode-se perceber nestes registros que ao longo dos anos a quantidade de anos considerada como fundamental para os estudos foi sendo ampliada. Ao mesmo tempo, a escola publica foi sendo degradada e perdeu espaço para instituições particulares. Além disso, os estudos foram sofrendo a influência das tecnologias; primeiro com a inclusão de livros didáticos para todos os alunos e nos dias atuais, com a inclusão da informática nas escolas, principalmente nas escolas particulares. A educação cada dia é mais necessária e mais cobrada; e como o setor público não deu conta de atender a todos com qualidade, o setor privado assumiu esta tarefa. Em suma, a educação tornou-se um grande negócio.



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